sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Eu quero um Brasil melhor!

Causam-me asco as manifestações “politiqueiras” em época de eleição. Faz-nos parecer que o pensar política é sazonal; só ocorre na iminência da obrigatoriedade do votar. Em épocas tais, as pessoas tornam-se irracionais, bestas amarradas às paixões “ideológicas” que de ideologia muito pouco tem, mais servindo de roupagem para travestir interesses particulares. Não defendo qualquer sigla partidária. Filio-me àqueles que entendem que ao Brasil falta o bom e verdadeiro liberalismo. Sem preconceitos. Se não for possível olhar para tal expressão – liberalismo - sem a carga de conceitos equivocados que a cerca, esqueça do liberalismo e lance mão do pragmatismo. No melhor estilo Chinês, também a mim não importa a cor do gato, desde que cace ratos. O que não podemos admitir é a triste e atual realidade brasileira. Partidos fisiologistas que pesam a máquina do Estado com amigos e companheiros, independente de qualificação e capacidade técnica, eficiência e moralidade. São verdadeiras sanguessugas do Estado, que não é a máquina, mas a própria nação, inserida em determinado território e submetida a um Poder Soberano, que dela decorre. Não é privilégio do PT, PMDB, PSDB, PDT, e qualquer “P” que puderes imaginar. As nossas pessoas políticas só pensam em estratégias imediatistas para possibilitarem a perpetuação dos seus no Poder, descuidando das políticas de médio e longo prazo que devem conduzir o Estado Democrático Brasileiro. Uns vão dizer: “ – Mas o Brasil cresce! Está diminuindo a pobreza!”. Ora, o mundo todo está em crescimento econômico e, de modo geral, a pobreza vem diminuindo no cenário global. Se cresce a economia do País e se a pobreza diminui, não é mérito; é a força gravitacional! Ocorre que os cidadãos brasileiros devem ter a consciência de que o Brasil pode mais! E não é o “pode mais” do Sr. José Serra, que também enquadro nas qualificações acima! O Brasil pode mais independente de qual sigla partidária assuma o Poder. O Brasil pode mais, porque países em condições naturais piores que o nosso crescem mais, se desenvolvem mais, investem mais em educação! O Brasil pode mais, porque há 30 anos é chamado de país emergente. Ainda assim, o século XXI será dos asiáticos e não dos latino-americanos. Por quê??? Porque eles são pragmáticos; eles querem crescer e se desenvolver. Nós, na América latina, não! Nós queremos permanecer nesta política de pão e circo, na qual se ilude o povo com pseudos confrontos ideológicos, enquanto a mesma corja política transita no Poder. Basta! Saiamos deste estado letárgico! É chegada a hora de pensar, agir e mudar! Não esperemos mais que a mudança ocorra pelas mãos do Pai Lula, da Mãe Dilma ou do amigo Zé. Sejamos nós, cidadãos, os agentes das mudanças! Exijam, no dia-a-dia, moralidade, justiça, eficiência! Falem, escrevam, mandem email, publiquem nos jornais: NÓS QUEREMOS UM BRASIL LIVRE, IGUAL E FRATERNO!! Somente assim será possível tornar verdadeira a lição basilar de nosso Estado: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes ou DIRETAMENTE, nos termos desta Constituição (Art. 1º, parágrafo único da Constituição Federal de 1988).